| Numa reunião na calçada em frente de casa, três amigos decidiram que precisavam mudar a Vila Aliança. George Cléber Alves, o Binho; o irmão, Jeferson, o Je; e Samuel Muniz de Araújo, o Samuca, queriam transformar a comunidade num exemplo, assim como os que viam na TV. Quatro anos depois, o Centro Cultural A História Que Eu Conto tem oficinas de grafite, serigrafia, teatro, aulas de ginástica para a terceira idade, cineclube, biblioteca e R$ 50 mil para investir em infraestrutura neste ano, conquistados com a aprovação de dois projetos em um edital da Casa da Moeda. Parcerias com o Sesc ajudaram a formar a visão empreendedora do centro cultural. Na curta história do centro, um orgulho de Binho é a biblioteca. A média de empréstimos é de dois livros por dia; em um ano, 600 moradores se cadastraram para pedir obras emprestadas. O Centro Cultural A História Que Eu Conto (CCHC), é uma organização não governamental sem finalidades lucrativas, criada a partir do “Encontro de Sonhos” de três moradores da Comunidade de Vila Aliança: Samuel Muniz (Samuca), George Cleber (Binho) e Jeferson Cora (Jê). Depois de participarem de diversos projetos e iniciativa na sua maioria vinda de fora da Comunidade, os “três loucos” como eram considerados decidiram idealizar uma Instituição que surgisse como referencia de dentro da Comunidade, promovesse o acesso a Cultura, resgatasse o sentimento de pertencimento e principalmente evidenciasse a valorização histórica do Complexo de Vila Aliança e Senador Camará, exemplo: A Vila Aliança é o primeiro conjunto habitacional da América Latina, oriunda do processo remoções do governo Lacerda, 1960. Atualmente estima-se que existam aproximadamente 400 mil habitantes neste complexo e nunca houve um investimento nos segmentos culturais na região por parte do Governo.
Com um forte exemplo de superação do Samuca, que década de 80 esteve entre os criminosos mais procurados do RJ, ficou preso por sete anos, ainda na cadeia teve sua concepção mudada prometendo a Deus que utilizaria sua história de vida como exemplo para que outros adolescentes não se envolvessem com a criminalidade e se tornaria referência para aqueles que se encontrasse no sistema penal. Atualmente muitas outras histórias de superação se agregaram ao CCHC, criando uma grande engrenagem movimentada pelo amor e a vontade de desenvolver todo Complexo. Se no início eram apenas três loucos hoje são 30 voluntários que se esforçam na busca por uma sociedade mais justa, uma melhor qualidade de vida da população e projetar os aspectos positivos dessas Comunidades para o Mundo. | |